RESUMO DA HISTÓRICA "TRILHA DO OURO"

EM NOSSA REGIÃO

 

Partindo de Diamantina, a Trilha do Ouro, também chamada de "Caminho do Ouro", se bifurcava em duas direções: uma em direção à região de Petrópolis e outra em direção à Angra dos Reis. Esta última vinha pelo Sul de Minas Gerais, atravessava a Serra de Itatiaia passando pelo Vale do Rio Paraíba do Sul e seguia pela Serra da Bocaina em São Paulo, abrangendo uma área de exploração do ouro desde Itamonte até Bocaina de Minas.

Em Itamonte, um dos marcos históricos de orientação para chegar ao alto da Serra do Itatiaia, no local denominado Garganta do Registro, era a Pedra do Picú com cerca de 100 metros de altura erguida solitariamente para o céu lá no alto da serra a 2.150 metros de altitude.

Esta pedra veio dar o nome de Itamonte ao município mineiro por significar na língua indígena "Pedra sobre o Monte". A Garganta do Registro tem esse nome porque: primeiramente por ser um local em forma de vale estreito entre a Serra do Itatiaia e a Serra Fina a uma altitude de 1.670 metros e constantemente há a passagem de fortes ventos, daí a palavra garganta. Em segundo lugar, porque naquele local o ouro trazido das minas gerais pelos Bandeirantes passava por uma conferência ou contagem e era então registrada toda a quantidade de ouro que dali partia por outros transportadores escravos.

Atravessavam então o Vale do Paraíba e depois subindo a Serra da Bocaina pelo lugarejo chamado São José do Barreiro, já no Estado de São Paulo, chegavam até Angra dos Reis.

No km 11 descendo a estrada BR-354, conhecida como Rio-Caxambú, existe ainda partes do calçamento de pedras talhadas à mão pelos escravos e o resto de uma senzala em ruínas em áreas de uma das residências de D. Pedro II que a visitava periodicamente e hoje são instalações do Hotel Fazenda Palmital.